Administração Participativa: como aplicar? Saiba mais sobre as vantagens17 min read


A administração participativa é a prática de capacitar membros de um grupo, como funcionários de uma empresa ou cidadãos de uma comunidade, para participar na tomada de decisões organizacionais.

É usado como uma alternativa para as estruturas tradicionais de gerenciamento e administração.

Administração Participativa

Fato que mostrou ser muito efetivo pelo fato de que os participantes e funcionários estão cada vez menos interessados nas expectativas de seus líderes por conta da falta de reconhecimento do esforço ou da opinião do funcionário ou colaborador.

A prática da administração participativa surgiu do movimento das relações humanas, em meados de 1920.

Sendo baseada em alguns princípios descobertos pelos estudiosos que fazem pesquisas em estudos de gestão e administração e, o estudo mais conhecido foi conhecido como efeito Hawthorne, devidos às suas experiências.

Enquanto os líderes de grupos ainda mantêm a autoridade de decisão final quando o gerenciamento participativo é praticado, os participantes são encorajados a expressar suas opiniões sobre seu ambiente atual.

No local de trabalho, esse conceito às vezes é considerado uma democracia industrial.

A administração participativa é uma mudança no paradigma de gerenciamento de uma abordagem de cima para baixo para uma abordagem mais auto facilitada e autossustentada.

Os funcionários recebem a liberdade e a responsabilidade, acompanhados de todas as ferramentas necessárias para delegar decisões, autoridade e avaliações de problemas existentes e previsíveis ou imprevisíveis.

Além disso, a administração participativa consiste em ideias fundamentais que buscam capacitar e aprimorar a compreensão dos problemas dos funcionários.

Esse contexto ocorre tanto quanto a explorar e gerar as maiores soluções potenciais que incorporam os ideais de inclusão e participação democrática.

Administração participativa nas organizações

A administração participativa é uma ferramenta que se apresenta de várias formas e modelos variando apenas de acordo com a organização na qual a mesma está sendo utilizada.

Destacando que seus benefícios independem do tipo tamanho ramo ou atividade e segmento de mercado em que a empresa atua.

Mesmo assim, ainda são poucas as organizações que fazem uso desta ferramenta principalmente nas organizações onde a qualificação do alto escalão administrativo é deficiente de profissionais com perfil de liderança e cuja formação ainda demanda por maiores conhecimento habilidades e visão sistêmica para o cargo em que ocupam.

Sendo que este profissional o que deveria ser o propagador desta ferramenta apresentando-se como alguém capaz de liderar e coordenar o bom andamento e as etapas do projeto dentro da organização numa visão global.

Com isso, nota-se que a administração participativa é uma inovação gerencial que a muito tempo vem sendo discutida em universidade, congresso de negócios, fórum acadêmico, e em todo meio executivo de gerenciamento empresarial.

No entanto só agora  parece é que as empresas perceberam sua importância da mesma para o desenvolvimento e crescimento interno e externo e, para isso, foi criado até um marketing especifico, conhecido como “endormarketing”.

O qual tem por objetivo trazer o colaborador para uma posição mais próxima da organização fazendo-o participar ativamente e diretamente no processo de tomada de decisão.

Principalmente no que tange o fortalecimento da organização diante de uma competitividade tão acirrada frente aos seus concorrente.

Espera-se, com isso, uma melhoria contínua em todos os âmbitos da organização que vai desde do aumento na produtividade até uma melhoria da qualidade de vida no trabalho.

Uma vez que, o funcionário entende e consegue visualizar importância de sua contribuição no resulto final atingido pela empresa.

Portanto, para as organizações, é de extrema importância a utilização de uma administração participativa, resultando em benefícios para todas as partes participantes.

Ou seja, a administração participativa pode se tornar a mais nova e poderosa ferramenta na automação das metas a serem alcançadas pelas empresas, uma vez que sua finalidade é oferecer mecanismo de interação e integração entre todo o potencial intelectual da organização.

No entanto, somente terá sucesso caso haja possibilidade de ter profissionais capaz de liderar este novo desafio.

Porque a administração participativa é indicada para muitas empresas

A administração participativa é um instrumento de extrema importância que visa obtenção de resultados em todas as áreas das empresas, como por exemplo, a área de produção.

Onde na maioria dos casos, observa-se o grande desejo de participação na solução dos problemas pelos colaboradores, além de ser um grande instrumento de aprendizagem para eles.

Além disso, a maioria dos trabalhadores das empresas tem a necessidade de colaborar para a melhoria das mesmas, com sugestões de diversas formas (críticas ou de mudança em algumas áreas), tendo como exemplo, a área de produção novamente.

 Onde eles veem como o produto está sendo desenvolvido (se está de acordo com as exigências dos clientes ou não).

Com isso, a administração participativa é uma teoria que visa à participação das pessoas no processo de decisões a serem tomada pela empresa, e isso implica não somente aos funcionários mais também a todos que direta ou indiretamente contribuem com ela, como os clientes, fornecedores e sócios (se houverem).

É por isso que os administradores, principalmente os da nossa região, deveriam ter um conhecimento melhor sobre o que verdadeiramente é uma administração participativa e deixar de lado o paradigma de que só o presidente ou gerente pode resolver o problema.

Este é objetivo deste trabalho como veremos mais adiante.

E, além disso, é por estes e mais alguns motivos que a administração participativa é tão indicada e recomendada para diversas empresas, visando seu bom desenvolvimento e seus resultados positivos.

É entendido, então, que a participação é o envolvimento mental e emocional das pessoas em situações de grupo que as encorajam a contribuir para os objetivos do grupo e assim dividir suas responsabilidades e, com isso, percebe-se que o objetivo da administração participativa é procurar e criar condições para que as pessoas se unam.

Sentindo-se mais motivadas a colaborar com a empresa, dando oportunidades para contribuições individuais através de uma externalização do potencial criativo de cada um, sendo obtido em um maior envolvimento com o grupo de trabalho e com os objetivos da própria organização.

Além disso, os objetivos de uma organização podem ser atendidos a partir do comprometimento das pessoas com estes mesmos objetivos, sendo possível mudar um sistema administrativo autocrático para um sistema participativo.

Administração Participativa

Introduzindo diversas variáveis nos processos de liderança, de decisão e de comunicação entre e dentro das empresas.

Características da administração participativa

Para que o processo da administração participativa possa funcionar da melhor forma e com sucesso, é preciso que haja uma boa implementação desse sistema, ou seja, é necessário o conhecimento de alguns conceitos da caracterização da administração participativa, que serão destacados abaixo:

  • Estratégias de Participação:

As estratégias da administração participativa agrupam-se em quatro categorias principais:

  • Aprimoramento da Informação:

Baseadas na informação para aprimorar os canais de comunicação com os funcionários, clientes, fornecedores e outros que possuam algum vínculo ou tipo de relacionamento na organização e assim diminuir a distância entre a empresa e a comunidade.

  • Envolvimento no Processo Decisório:

Envolver significa consultar as pessoas individualmente ou em grupos sobre a solução de problemas da organização.

As pessoas passam a auxiliar os gerentes a tomar as decisões. Tais decisões podem ser tomadas da seguinte forma:

  1. Decisões participativas: quando se faz consulta para pedir opiniões a decisão é consultiva, ou seja, ao pedir ajuda a pessoa não abre mão de tomar a decisão final, nem é forçado a tomar as decisões que lhe prepuseram. Já as decisões compartilhadas são aquelas em que há compromisso de acordo, ou seja, a decisão nasce do grupo e não de uma só pessoa.
  2.  Equipes: É uma delegação de autoridade e aprimoramento da comunicação dentro de um grupo de trabalho. Visando buscar autonomia para decidir responsabilidades pelos próprios resultados, além de interação com os outros membros do grupo, clareza e conhecimento de todos os participantes para as tarefas necessárias para realização dos objetivos.
  • Participação da Direção:

Significa participar institucionalmente da estrutura de poder da empresa, mais que simplesmente do processo de decisões de um dirigente ou um departamento da organização.

A gestão compartilhada, que é uma das modalidades de participação na direção, compreende que a administração de um empreendimento de qualquer natureza pode ser compartilhada com outras pessoas ou instituições que não estejam vinculadas direta ou permanentemente à estrutura de direção da empresa.

  • Participação nos Resultados:

Existem várias modalidades de participação nos resultados, onde os empregados podem participar dos faturamentos, dos incrementos nas receitas, comissão de vendas, abonos e salários adicionais para atingir as metas.

Essas são algumas das maneiras de participação dos empregados nos resultados, fechando assim o ciclo de recompensas.

  • Autogestão:

A autogestão caracteriza-se na autonomia completa, de uma pessoa ou grupo, para administrar um empreendimento.

Diversas modalidades de administração participativa são consideradas formas de autogestão, mas nem sempre a denominação é correta.

Na realidade, autogestão apenas existe quando os participantes de um empreendimento são também seus proprietários, como é o caso das cooperativas, repúblicas de estudantes, condomínios, associações, grupos de teatro, conjuntos musicais e clubes.

Em todo mundo, há inúmeros casos de grandes empresas que pertencem total ou parcialmente a seus funcionários e que exemplificam o processo de autogestão.

O desenvolvimento de possíveis novos produtos é um tipo de missão que usualmente requer um alto grau de autonomia, similar a autogestão.

Assembleias, plebiscitos e reuniões são principais instrumentos da autogestão.

Quando o empreendimento é muito grande, a autogestão é praticada por meio de designação de uma diretoria ou colégio de administradores.

Isto se deve a uma vez que é impraticável a participação de todos os proprietários ou acionistas em todas as decisões e na administração do dia-a-dia.

A autogestão assume, então, o modelo da democracia representativa: um pequeno grupo de representantes administra em nome dos demais.

Implantação de uma Administração Participativa

A Administração participativa é caracterizada a partir de três aspectos da organização:

  • Comportamento:

É a substituição dos estilos tradicionais de administrar pessoas – autoritário, indiferente, impositivo – por cooperação mútua, liderança, autonomia e responsabilidade.

  • Estrutura:

Além dos comportamentos, a administração participativa implica o redesenho das estruturas.

Cargos, grupos de trabalho e a estrutura como um todo são organizados de forma que a participação dependa não apenas das atitudes e disposições favoráveis das pessoas, mas também do sistema de normas e procedimentos.

  • Visão sistêmica:

É compartilhada em todos os sentidos não somente com os funcionários.

Os clientes são consultados em determinadas decisões sobre produtos e serviços, enquanto os fornecedores, distribuidores e assistência técnica.

Essa implantação visa procurar um sistema participativo tanto comportamental como estrutural.

Portanto, a partir do momento que uma empresa adota esse sistema com os conceitos acima citados os funcionários passarão a ter a consciência da importância do seu papel na organização e começarão a ter maior comprometimento com o resultado dos serviços prestados.

Com isso as diferentes áreas passaram a trabalhar mais integradas.

Em suma, entende-se que a administração participativa é um importante processo de comunicação não só entre os departamentos da empresa, mas também entre todas as áreas que esse sistema pode atuar.

Os problemas comportamentais em empresas são constantes, mesmo com a implementação da administração participativa, sempre havendo divergências de opiniões e funções.

Então, no momento da implementação da administração participativa, os encarregados devem, sempre, observar os resultados.

Porque os mesmos devem ser vigiados e analisados, visando se estão de acordo com o sistema da empresa e se estão obtendo o lucro com esse tipo de administração, sendo necessário, então, observar todos os aspectos desse sistema na empresa.

E, com isso, muitas empresas avançaram para a administração participativa empurradas pela revolução tecnológica e pelo desafio da competitividade.

A abertura dos mercados e a globalização da economia, entre outros fatores, criaram um ambiente de competitividade que obrigou as empresas a focalizar o planejamento estratégico em duas prioridades: Satisfação dos clientes e aumento da produtividade.

Vantagens da administração participativa

A administração participativa é uma grande e simples solução para o crescimento das organizações, ligada diretamente a gestão de pessoas no seu dia a dia, tem grandes vantagens, sendo, estes, destacados de forma específica abaixo:

A participação coletiva gera ideias diferentes sobre o mesmo assunto, dando ao gestor a possibilidade de escolha, além de uma visão de especialistas em suas áreas de atuação.

A administração participativa aumenta muito a visão para novas ideias, gerando possibilidades com a contribuição de mais pessoas, que tem ângulos de visão e níveis de conhecimento diferenciado.

Este enriquecimento gera alternativas positivas e mais facilidades para o alcance dos objetivos.

Além disso, o profundo conhecimento da organização é importante, sua cultura e características são particularidades que as pessoas que trabalham na organização têm e sentem de forma natural, e isto tem uma grande influência sobre os resultados da organização.

Pessoas de fora, como consultores, podem ter o conhecimento do mercado, de técnicas administrativas, mas não conhecem as organizações tão bem como os seus colaboradores, destacando a importância para a necessidade de que as pessoas conheçam bem sua organização.

Tendo uma visão melhor sobre a organização operacional da empresa, analisando as forças e fraquezas, resultando na importância de todas as áreas das empresas, sendo a junção destas que resultam no sucesso da empresa.

Outra vantagem da administração participativa é o resultado de quando as pessoas fazem parte deste processo não somente colaboram, mas, principalmente, se comprometem com os resultados pelo fato de que o trabalho é coletivo e todos têm que assumir compromissos, gerando um aumento da motivação de toda equipe.

Esse processo é muito diferente de somente receber uma ordem do que a própria pessoa construir uma solução para o problema e, com o aumento dessa participação, observa-se que a motivação é um fator que ajuda extremamente no caso de chegar e alcançar o objetivo desejado.

Somando a isso, portanto, a administração participativa contribui para o crescimento das pessoas da organização, uns aprendem com os outros, desta forma o crescimento é coletivo.

O conhecimento compartilhado é uma forma da organização aprender, e desta forma o trabalho acaba sendo executado por profissionais em constante desenvolvimento.

Então, a administração participativa deve ser trabalhada e estudada, assim não podendo ter um juízo de valor único.

Mas as organizações que conseguem superar os problemas e que adotam a administração participativa tem conseguido resultados melhores no mínimo existe um avanço do conhecimento interno e a motivação em busca do resultado é outra.

Chegando à conclusão que mesmo que ainda não seja possível que a sua organização adote este tipo de gestão agora, deve-se iniciar este processo.

Há formas de se adotar a administração participativa de forma gradual, visando, sempre, o sucesso da empresa.

Objetivos da administração participativa

Conforme destacado nos tópicos acima, a administração participativa parte do principal objetivo de envolvimento mental e emocional dos colaboradores em situações de grupo, visando uma maior contribuição para que todos os objetivos do grupo sejam realizados, assumindo o trabalho em equipe e a responsabilidade para alcançar os objetivos.

Então, a administração participativa é caracterizada por 3 principais fatores:

O envolvimento emocional e mental; A motivação para contribuir; A aceitação da responsabilidade.

Estes fatores mostram que a administração participativa tem se tornado muito eficaz, trazendo sucesso para diversas empresas, principalmente a partir dos avanços tecnológicos.

Ou seja, a administração participativa pode ser considerada uma evolução do processo democrático.

O sistema da administração participativa é constituído de uma forma administrativa onde as pessoas possuem possibilidades reais de participar, com liberdade de questionar, se expressar, discutir, sugerir e alterar algum projeto ou proposta.

Esse movimento não significa destruir ou anular o poder no centro, mas sim destacar que a administração participativa é um sistema compatível com a hierarquia.

Com isso, é possível observar alguns dos principais objetivos de uma administração participativa:

  • Trabalho em Equipe: É núcleo da administração participativa. Os objetivos individuais devem estar alinhados com os resultados do grupo e com os objetivos organizacionais.
  • Cargos: Os cargos devem ser desenhados de forma ampla para permitir a contribuição pessoal e grupal mais abrangente possível. A responsabilidade pelo trabalho não termina na descrição individual de cada grupo, mas no final de um processo que envolva outros cargos e outros setores.
  • Recompensas: O reconhecimento torna-se essencial nesse sistema de administração, pois, se os resultados são alcançados pela equipe, nada mais justo que compartilhem também do prêmio ou de algum tipo de participação pelas metas alcançadas.

Portanto, caso a empresa siga estas recomendações de uma administração participativa, é possível observar que os resultados serão muito positivos, resultando em um maior sucesso da empresa e de seus colaboradores.

Exemplos de administração participativa

De acordo com os estudos realizados em relação a diversas e diferentes culturas, a extensão relatada do uso da administração participativa entre os gerentes correlacionou-se significativamente e positivamente com a extensão relatada do uso da motivação através do trabalho em equipe.

A efetividade reportada da comunicação, a extensão relatada da participação do grupo no processo de tomada de decisão e a extensão relatada da participação do grupo no processo de controle.

Além disso, é possível encontrar diversos exemplos do sucesso da administração participativa em diversas marcas e empresas conhecidas mundialmente, como os exemplos abaixo:

Toyota: A empresa foi a primeira a conseguir fazer mais produtos, de melhor qualidade, a partir de um número menor de funcionários e chefes, utilizando funcionários em comum e em equipe para melhor funcionamento da empresa.

Saturno: A empresa “Saturn Corporation” foi criada pela General Motors com objetivo de concorrer diretamente com os carros japoneses. Foi criado o grupo dos 99, com participação direta dos membros do sindicato dos trabalhadores das montadoras de veículos.

A estrutura organizacional é administrada por grupos que utilizam de poderes de decisão para selecionar fornecedores, adquirir materiais, contratar novos funcionários e distribuir tarefas entre todos os membros.

Administração Participativa

Além disso, virtualmente, a empresa é administrada por uma dupla, pelo presidente nomeado da General Motors e pelo delegado sindical.

Além disso, estas empresas utilizam de diversos princípios para o melhor funcionamento da administração participativa, que são:

Mecanismos para ouvir o funcionário através de programas de sugestões, ouvidoria, pesquisas do clima organizacional e reuniões diretas de gerentes e funcionário, visando, principalmente, a importância da instalação de canais de comunicação com todos participantes da empresa.

E, portanto, a implementação e utilização de uma administração participativa envolve mudanças em 3 aspectos da organização: comportamento, visão e estrutura.

E, com isso, observa-se a importância de um melhor estudo da administração participativa e seu crescente sucesso em diversas empresas.

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