Teoria Contingencial: Uma Alternativa para os Problemas Organizacionais!


A Teoria da contingência ou Teoria contingencial enfatiza que não há nada de absoluto nas organizações ou na teoria administrativa.

Tudo é relativo. Tudo depende.

A abordagem contingencial explica que existe uma relação funcional entre as condições do ambiente e as técnicas administrativas apropriadas para o alcance eficaz dos objetivos da organização.

As variáveis ambientais são variáveis independentes, enquanto as técnicas administrativas são variáveis dependentes dentro de uma relação funcional.

teoria contingencial

Na realidade, não existe uma causalidade direta entre essas variáveis independentes e dependentes, pois o ambiente não causa a ocorrência de técnicas administrativas.

Em vez de relação de causa e efeito entre as variáveis do ambiente (independentes) e as variáveis administrativas (dependentes), existe uma relação funcional entre elas.

Essa relação funcional é do tipo “se então” e pode levar a um alcance eficaz dos objetivos da organização.

A relação funcional entre as variáveis independentes e dependentes não implica que haja uma relação de causa e efeito, pois a gestão é ativa e não passivamente dependente na prática da gestão contingencial.

O reconhecimento, diagnóstico e adaptação à situação são certamente importantes, porém, eles não são suficientes.

As relações funcionais entre as condições ambientais e as práticas administrativas devem ser constantemente identificadas e especificadas.

Segundo Chiavenato (2004, p. 22), “as empresas bem sucedidas são aquelas que conseguem adaptar-se adequadamente às demandas ambientais.”

As características das organizações dependem das características do ambiente que estão inseridas. Nesse sentido, o ambiente molda as organizações.

A Teoria contingencial nasceu a partir de uma série de pesquisas feitas para verificar quais os modelos de estrutura organizacionais mais eficazes em determinados tipos de indústrias.

Essas pesquisas e estudos foram contingentes na medida em que procuravam compreender e explicar o modo pelo qual as empresas funcionavam em diferentes condições.

Estas condições variam de acordo com o ambiente ou contexto que as empresas escolheram como seu domínio de operações.

Por outras palavras, essas condições são ditadas de acordo com o seu ambiente externo.

Essas contingências externas podem ser consideradas como oportunidades ou como restrições que influenciam a estrutura e os processos internos das organizações.

Pesquisas foram realizadas na década de 1960 sobre a relação entre modelos de estruturas organizacionais e a eficácia em determinados tipos de indústria.

Os resultados surpreenderam, pois indicava que não havia uma forma melhor ou única, e sim que tanto a estrutura quanto o funcionamento das organizações dependiam da relação com o ambiente externo. Abordaremos cinco das principais pesquisas.

Pesquisa de Alfred D. Chandler – sobre estratégia e estrutura organizacional envolvendo o processo histórico das grandes empresas Du Pont, General Motors, Sears e Standard Oil.

A conclusão de Chandler é de que, na historia industrial dos últimos cem anos, a estrutura organizacional das grandes empresas americanas foi sendo gradualmente determinada pela sua estratégia de mercado.

A estrutura organizacional corresponde ao desenho da organização, isto é, à forma organizacional que ela assumiu para integrar seus recursos, enquanto a estratégia corresponde ao plano global de alocação dos recursos para atender a uma procura do ambiente.

As organizações passaram por um processo histórico envolvendo quatro fases iniciais distintas:

  • Acumulação de recursos: nesta fase as empresas preferiram ampliar suas instalações de produção a organizar uma rede de distribuição.
  • A preocupação com matérias-primas favoreceu o crescimento dos órgãos de compra e aquisição de empresas fornecedoras que detinham o mercado de matéria-prima.
  • Daí o controle por integração vertical que permitiu o aparecimento das economias de escala.
  • Racionalização do uso de recursos: as empresas verticalmente integradas tornaram-se grandes e precisavam ser organizadas, pois acumularam mais recursos do que era necessário.
  • Os custos precisavam ser contidos por meio da criação de uma estrutura funcional, os lucros dependiam da racionalização da empresa e sua estrutura deveria ser adequada às oscilações do mercado.
  • Para reduzir o risco das flutuações do mercado, as empresas se preocuparam com o planejamento, organização e coordenação.
  • Continuação do crescimento: a reorganização geral das empresas na segunda fase possibilitou um aumento da eficiência, fazendo a diferença de custo entre as várias empresas diminuírem. Daí a decisão para a diversificação e a procura de novos produtos e novos mercados.
  • Racionalização do uso dos recursos em expansão: a ênfase reside na estratégia de mercado para abranger novas linhas de produtos e novos mercados.
  • Os canais de autoridade e de comunicação da estrutura funcional, inadequados para responder à complexidade crescente de produtos e operações, levaram à nova estrutura divisional departamentalizada.
  • Cada linha principal de produtos passou a ser administrada por uma divisão autônoma e integrada que envolvia todas as funções de staff necessárias. Daí a necessidade de racionalizar a aplicação dos recursos em expansão, a preocupação crescente com o planejamento de longo prazo, a gestão voltada para objetivos e a avaliação do desempenho de cada divisão. Conclusão: Diferentes ambientes levam as empresas a adoptar diferentes estratégias, que exigem diferentes estruturas organizacionais.

Pesquisa de T. Burns e G.M. Stalker: sobre organizações mecanísticas e orgânicas.

Pesquisaram para verificar a relação existente entre as praticas administrativas e o ambiente externo dessas organizações.

Ficaram impressionadas com os métodos nitidamente diferentes encontrados.

Classificaram as indústrias pesquisadas em dois tipos: organização “mecanísticas” e “orgânicas”. Verificaram as práticas administrativas e as relações com o ambiente externo das organizações mecanicistas (burocrática, permanente, rígida, definitiva e baseada na hierarquia e no comando) e orgânicas (flexível, mutável, adaptativa, transitória e baseada no conhecimento e na consulta).

As organizações mecanísticas apresentam as seguintes características:

  • Estrutura burocrática organizada a partir de uma minuciosa divisão de trabalho. A organização se caracteriza por ciclos de atividades rotineiras que se repetem indefinidamente.
  • Cargos ocupados por especialistas nas respectivas tarefas com atribuições fixas, definidas e delimitadas. Cada um executa sua tarefa como se fosse distinta e separada das demais.
  • Centralização das decisões: tomadas somente pela cúpula da organização
  • Hierarquia de autoridade rígida: com pouca permeabilidade entre os níveis hierárquicos, autoridade baseada na posição.
  • Sistemas rígido de controle: com estreita amplitude administrativa pela qual cada supervisor tem um numero determinado de subordinados.
  • Sistema simples de comunicação: o fluxo de informação quase sempre conduz mais ordens de cima para baixo do que dados e retorno de baixo para cima.
  • Predomínio da interação vertical: entre superior e subordinado.
  • Ênfase nas regras e nos procedimentos: formalizados por escrito e que servem para definir os comportamentos das pessoas
  • Ênfase nos princípios universais da gestão: princípios funcionam como norma sobre como a empresa deve ser organizada e dirigida.

Na realidade a organização mecanísticas funciona como um sistema mecânico, fechado e introspectivo, determinístico e racional, voltado para si mesmo e ignorando totalmente o que ocorre no ambiente externo que o envolver.

As organizações orgânicas apresentam:

  • Estrutura organizacional flexível e adaptável
  • Os cargos são continuamente modificados e redefinidos
  • Descentralização das decisões
  • Hierarquia flexível
  • Amplitude de comando do supervisor e extensa
  • Maior confiabilidade nas comunicações informais
  • Predomínio da interação lateral e horizontal
  • Ênfase nos princípios do bom relacionamento humano

Na realidade as organizações orgânicas funcionam como um sistema vivo, aberto e complexo, extrovertido e voltado principalmente para a sua interação com o ambiente externo. A adaptação e o ajustamento as demandas ambientais provocam constantes mudanças internas na organização.

Exemplo de teoria contingencial

A origem da Teoria contingencial se deu pela pesquisa de Lawrence e Lorsch sobre a confrontação da organização versus ambiente.

Os dois pesquisadores, preocupados com as características que devem ter as empresas para enfrentar com eficiência as diferentes condições externas e tecnológicas, fizeram a pesquisa  com dez empresas em diferentes meios industriais.

A pesquisa foi inicialmente imaginada com o sentido de aplicação da teoria de sistemas abertos a problemas de estruturas organizacionais e de prática administrativa.

O resultado final do estudo encaminhou a problemática organizacional para dois aspectos básicos: diferenciação e integração.

Surgiu, também, a partir dos resultados de várias pesquisas que procuraram verificar os modelos de estruturas organizacionais mais eficazes em determinados tipos de empresas.

As pesquisas, cada qual isoladamente, pretendiam confirmar se as organizações mais eficazes seguiam os pressupostos da Teoria Clássica.

Os seus resultados conduziram a uma nova concepção de organização: a estrutura da organização e o seu funcionamento são dependentes das características do ambiente externo. Não há um único e melhor jeito (the best way) de organizar.

Alguns exemplos abaixo:

  • TEORIA CLÁSSICA: é a organização de um regime fechado, rígido e mecânico sem conexão com seu ambiente exterior. A preocupação dos autores clássicos era encontrar a melhor maneira de organizar, valendo para qualquer tipo de organização.
  • Nessa teoria clássica aplica-se o bom senso. O que valia para uma organização valia para as demais.
  • TEORIA DAS RH: Nessa teoria a maior preocupação era o comportamento humano e o relacionamento informal e social dos participantes dos grupos sociais que determinam o comportamento individual. O que era válido para uma organização humana era válido para as demais.
  • TEORIA DA BUROCRACIA: Foi trazida das obras de MAX WEBER; preocupado com os aspectos internos e formalidades de um sistema fechado, na divisão do trabalho, no poder da autoridade, na imposição de regras e disciplina.
  • Buscando um caráter racional, legal, impessoal e formal para a máxima eficiência. Com essa teoria inicia-se a crítica da organização burocrática.
  • TEORIA ESTRUTURALISTA: O conceito de organização e do homem são amplificados numa tentativa de integração entre as abordagens clássicas e humanisticas a partir de uma moldura da Teoria da Burocracia.
  • Os Estruturalistas desenvolvem análises comparativas das organizações facilitando a localização de características organizacionais.
  • TEORIA NEOCLÁSSICA: Marca um retorno dos clássicos atualizados inovando e adaptando a mudança.
  • Utilizando velhos conceitos de uma teoria que é a única que apresenta um caráter universal.
  • TEORIA COMPORTAMENTAL: é uma teoria deixada como herança da teoria das RH; ela ampliou o conceito do comportamento social, comparando estilo tradicional de Administração com o moderno estilo na compreensão dos conceitos de comportamento de motivação.
  • Para mudar uma organização e para se adaptar à dinâmica é preciso mudar o comportamento dos seus participantes e suas relações.
  • TEORIA DE SISTEMAS: Ela desenvolveu ampla visão de organização seguindo uma preocupação com a construção de modelos abertos. O sistema se divide em subsistemas que tem organizações inter-relacionados e o supra sistema com os subsistemas e com a organização como um todo.
  • TEORIA DA CONTINGÊNCIA: Onde ocorreu o deslocamento da visualização de dentro para fora da organização.
  • Tudo depende das características ambientais para a organização. Os sistemas culturais afetam as organizações. Essa teoria é um passo além da teoria de sistemas em Administração. Ela procura compreender como operam outras organizações

Características de teoria contingencial

As caraterísticas da teoria contingencial vão depender do seu ambiente

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AMBIENTE ESTÁVEL

  • As empresas trabalham com volumes previsíveis de demanda de produtos e serviços;
  • Existe um conjunto estável de concorrentes;
  • O desenvolvimento tecnológico e o processo de inovação de produtos são lentos;
  • Não há mudanças freqüentes de políticas governamentais e de legislação que regulam o setor.
  • Atuando em ambientes desta natureza, as empresas adotam modelos centralizados de gestão (decisões são tomadas pela alta administração) e estruturas burocratizadas (hierarquia rígida, cadeia de comando claramente definida).

AMBIENTE EM MUDANÇA

  • Mudanças na procura de produtos e serviços;
  • Contínuas inovações de produtos e processos (desenvolvimento tecnológico), mas previsíveis;
  • Mudanças frequentes e previsíveis de políticas e legislação;
  • Grande flutuação no número de empresas atuantes no setor.
  • Neste tipo de ambiente, as empresas convivem com mudanças na tecnologia, legislação, concorrência e demanda (fatores contingenciais).
  • Nesses ambientes, as empresas priorizam mudanças de produtos e processos para adaptá-los às necessidades dos clientes, às novas tecnologias (fatores contingenciais), mas o fazem com previsibilidade, criando projetos, comissões, grupos de trabalho.
  • Há ênfase no alcance de objetivos, as comunicações fluem melhor e os cargos são redefinidos, bem como as relações de hierarquia e comando.

AMBIENTE INOVADOR

  • Grande flutuação na demanda de produtos e serviços;
  • Mudanças rápidas e qualitativamente diferentes de políticas e legislação;
  • Grande desenvolvimento tecnológico de produtos processos.

Teoria contingencial e intangibilidade

As organizações empresariais estão presentes em um cenário de negócios caracterizado pela era do conhecimento. Nesse ambiente, as empresas passam por frequentes transformações. Tais mudanças decorrem, principalmente, do aumento da competitividade e da celeridade do processo de globalização.

Esses fatores têm levado as empresas a repensar suas políticas e estratégias, adaptando-se ao ambiente, como forma de melhorar o desempenho e, assim, garantir a permanência no mercado.

Nesse sentido, Silva et al. (2014) destacam que a manutenção da competitividade passa pela necessidade de decisões estratégicas, em que conhecer como e de que maneira os recursos organizacionais são utilizados pode representar a perenidade da organização.

Essa nova conjuntura tem exigido das empresas a capacidade de adaptação e flexibilidade em termos de estrutura e processos internos, além de outros aspectos (LAWRENCE; LORSCH, 1967).

A Teoria Contingencial versa sobre o processo de adequação da organização ao ambiente em que se encontra (MORGAN, 1996), denominando-se fatores contingenciais os elementos que impactam nas características da organização (DONALDSON, 1999).

Algumas pesquisas sobre o assunto apontam como fatores contingenciais (ou variáveis contingenciais) a tecnologia (WOODWARD, 1958; PERROW, 1972), a estrutura (LAWRENCE; LORSCH, 1967; PERROW, 1972), a estratégia (CHANDLER, 1962), o ambiente externo (BURNS; STALKER, 1960), a idade (ROTUNDO; MARTÍNEZ; HERNÁNDEZ, 2009) e o tamanho da empresa (PUGH et al., 1969; MERCHANT, 1984).

De acordo com a Teoria Contingencial, que “parte da premissa básica de que as condições do ambiente causam transformações no interior das organizações” (SILVA et al., 2014, p. 268), a organização deve ser compreendida como um sistema aberto.

Este sistema deve estar  em um contínuo relacionamento com o ambiente no qual está inserida (MORGAN, 1996; NASCIMENTO; REGINATO, 2010), e os fatores contingenciais podem influenciar em modificações nas características relacionadas à estrutura e à estratégia das empresas (DONALDSON, 1999).

Associado a isso, destaca-se que os recursos desenvolvidos internamente pela organização, segundo preceitua a RBV, apresentam propriedades estratégicas, devido a suas características específicas (BARNEY, 1991), como os ativos intangíveis (WERNERFELT, 1984).

Logo, a partir do exposto, entende-se que os fatores contingenciais podem modificar a estrutura dos ativos intangíveis que, em consequência, impactam nos níveis de intangibilidade da empresa.

A teoria denominada Visão Baseada em Recursos (VBR), ou Research Based View (RBV), defende que as características específicas dos recursos e competências da organização geram, para estas, desempenho superior (CARVALHO; KAYO; MARTIN, 2010).

Teoria contingencial estratégia organizacional

É perceptível a utilização da Teoria Contingencial para a estruturação de grande parte das empresas atuais, pelo fato de que o mercado exige uma maior compreensão e interação com o meio, no intuito de melhor administrar sua empresa.

Através dessa teoria as empresas buscam adaptar-se ao contexto em que a organização está inserida, agindo da melhor maneira, de acordo com as circunstâncias ambientais a ela dispostas.

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Outro fator de grande influência na estrutura organizacional é a tecnologia que, através de máquinas e outros equipamentos determina a forma de conduzir uma empresa.

A estratégia organizacional a ser utilizada irá variar de acordo com a situação, tanto interna quanto externa.

Vale sempre ressaltar, que quando uma teoria é aplicada a uma empresa, essa teoria necessita de ser bem embasada para produzir bons resultados.

Os autores que citamos acima possuem boas teorias, porem a utilização dependerá do caso.

Caberá a você gestor, ter o conhecimento de todas e principalmente o feeling para saber qual poderá ter melhor resultado dependendo da situação.

Por fim, mas não menos importante, caberá sempre um estudo de caso e um feedback constante da equipe. Afinal, só assim é que dá para saber se a estratégia organizacional está correta ou não. Isso, caberá ao gestor decidir e aos líderes disseminar essa informação entre a equipe.

Liderança e teoria contingencial

Quando falamos de liderança, logo vem a mente um processo de influenciar as atividades individuais e grupais. Um líder deve possuir várias habilidades e atitudes para obter o compromisso da equipe com os resultados.

A liderança contingencial dá a liderança um atributo psicossocial complexo, diferentemente das teorias baseadas na característica de personalidade de um líder autoritário.

Na liderança contingencial o líder não tem um modelo de liderança, pelo contrário, são os seus seguidores que ditarão qual estilo de liderança seguir, conforme a situação criada.

É um estilo de liderança centrada no líder, nos liderados e na situação. Conforme a maturidade de sua equipe, o líder irá cobrar resultados.

É algo difícil de ser definido, pois numa situação em que o líder é extremamente eficaz, em outro momento pode ser inadequado.

Por exemplo, um líder de personalidade forte, pode ser um agente impulsionador para uma equipe de pessoas dependentes e que possuem uma tarefa a ser cumprida num curto espaço de tempo, de outra maneira pode causar a desmotivação em pessoas mais maduras, as quais realizam tarefas com autonomia.

A liderança contingencial (situacional) é baseada na abordagem contingencial que se concentra no comportamento dos seguidores (liderados), independentemente que o líder realize, a eficácia depende das ações de seus liderados.

Conforme teoria existe três conjuntos de forças que influenciam um líder na escolha de seu estilo:

  • Forças presentes no líder;
  • Forças presentes nos colaboradores;
  • Forças presentes na situação.

A partir daí, ocorre à necessidade de flexibilização do papel da liderança, não sendo centrado no líder, e sim na maturidade dos colaboradores, do grupo ou da equipe.

Um líder poderá assumir uma conduta autocrática (autoridade formal), ou conduta democrática, ou mesmo uma conduta liberal, conforme a maturidade de seus colaboradores.

Seja qual for à situação, a líder precisa desenvolver sensibilidade e percepção para definir como sua equipe atuará.

Mesmo assim, um líder não pode perder de vista sua função de gerenciador, com foco nos objetivos e resultados.

A liderança contingencial (situacional) foi criada por Kenneth Blanchard e Paul Hersey, sendo um instrumento que serve para auxiliar as pessoas a compartilhar expectativas em seu ambiente, permitindo-as tornarem pessoas responsáveis e auto-motivadas através da teoria contingencial.c

Líderes conscientes sabem que a essência da vida da empresa está nas pessoas, na sua capacidade de fazer acontecer, portando sua missão é despertar em seus liderados este senso de responsabilidade.

(Kenneth e Paul Hersey são dois psicologos, autores desta teoria, que estudaram o modelo de liderança situacional; Obra: Psicologia para Administradores – A Teoria e as Técnicas da Liderança Situacional São Paulo: EPU, 1986).

Na teoria da contingencial, as condições de ambiente é que causam transformações no interior das organizações. Ou seja, o ambiente explica o fenômeno organizacional. Há quem negue esta influência total do ambiente sobre a organização. O argumento é que a influência sobre a organização é ditada não pelo ambiente, mas apenas pelo que interessa diretamente a organização, isto é, a tecnologia existente no ambiente.

Poderíamos dizer que uma corrente considera o ambiente total vital para a organização, e uma outra corrente que considera o ambiente de forma parcial. De qualquer maneira é o ambiente que conduz a vida da organização.

Uma característica relevante da teoria contingencial é a de que não se consegue um alto nível de sofisticação organizacional com a aplicação de um só modelo, ou seja, não há uma só forma de tornar uma organização eficaz e eficiente.

Haverá sempre diferentes alternativas (equifinalidade) para o encaminhamento de estudos, problemas e carências organizacionais.

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