Crítica Construtiva – Como Sugerir Uma Mudança Positiva? Saiba Fazer!


Uma expressão que valoriza e que é partilhada com o objetivo de ajudar outra pessoa, é uma crítica construtiva. A intenção é conseguir que o outro faça uma mudança positiva, obtendo proveito dessa alteração.

O ser humano tem uma tendência natural para expressar as suas opiniões e os seus pensamentos, para influenciar os outros.

Quando se faz uma crítica, é possível ter em conta os interesses e as necessidades do próximo ou, pelo contrário, querer impor o ponto de vista pessoal e mudar o parecer do outro.

No primeiro caso, fala-se de crítica construtiva, ao passo que no segundo se tende a aludir a uma crítica destrutiva.

Um editor pode indicar a um escritor para não escrever parágrafos demasiado extensos, pois são difíceis de acompanhar.

Ainda lhe recomenda que crie orações breves para que os seus textos tenham maior impacto.

Estes comentários podem ser considerados como una crítica construtiva.

Porém, se um editor disser a um autor que deveria mudar de ofício, porque o seu material é bastante pobre e que não interessa a ninguém, trata-se de uma crítica destrutiva.

Critica Construtiva

Como fazer uma critica construtiva

A palavra crítica traz com ela uma energia negativa. Não que ela seja ruim, mas as pessoas aprenderam a associar crítica com reprovação.

Infelizmente nem todos sabem lidar com seus próprios defeitos e isso também faz com que ela seja vista de forma tão ruim.

Sendo assim, é de grande importância que a crítica seja dirigida com cuidado e, principalmente, com humildade. Fazer uma crítica construtiva é atitude nobre que nem todos têm, pois exige um propósito muito sincero de ajudar.

Pense antes de criticar

A crítica deve ser dirigida para o bem. Avalie se ela será realmente algo construtivo para a pessoa, do contrário, prefira o silêncio.

Não há motivos para dirigir uma crítica se a mesma for prejudicial. Portanto, pense bem antes de apontar os erros de alguém e só faça isso se a finalidade for benéfica.

Escolha a melhor forma de falar

Se a crítica for necessária e se você se sentir à vontade utilize um tom amigo e deixe bem claro sua intenção de ajudar. Aponte a falha do próximo, mas sem condená-lo.

Faça com que ele perceba que você não o está diminuindo, mas ajudando a superar uma dificuldade. A forma de falar é fundamental para que a crítica seja construtiva e principalmente bem recebida.

Apresente soluções

Apontar erros é muito fácil, por isso, não limite sua crítica a isso. Estabeleça uma conversa amiga e faça com que a pessoa saiba que pode contar com você.

Quando alguém nos “alerta” sobre possíveis falhas e nos apresenta soluções, fica claro que ela quer ajudar e não apenas julgar. Para ser construtiva a crítica precisa ser eficaz.

Essas são apenas algumas dicas para que a crítica seja dirigida de forma construtiva. Muitas vezes criticamos e magoamos quem amamos porque não sabemos criticar.

A forma de falar, o jeito se comportar perante a pessoa e a intenção são fundamentais para que não haja mal-estar e aborrecimentos.

Se a crítica que deseja fazer é para o bem, vá em frente e faça com que a pessoa se sinta à vontade de receber esse “alerta” como uma ajuda vinda de uma pessoa amiga.

Exemplo de crítica construtiva

Crítica vem do grego ckritike, que quer dizer “apreciação minuciosa”. Significa processo de purificação.

Dizem os entendidos que a palavra origina-se na prática de purificar o ouro: trata-se de derreter (destruir) o minério bruto e natural, a fim de retirar suas impurezas, para aproveitar somente a parte purificada, para que o minério adquira valor.

Por isso, aprendemos desde cedo a rejeitar a palavra crítica, entendendo-a  como uma expressão negativa.

Existem dois tipos de críticas:

Críticas destrutivas

Aquelas que todos estamos acostumados a associar a algo negativo.

Críticas construtiva ou feedback

Têm como objetivo, encorajar a pessoa a melhorar, reforçar e desenvolver aptidões,

Uma das funções mais exercitadas na vida de qualquer ser humano é a crítica. Cultivamos o hábito de apontar erros, enxergar falhas, descobrir defeitos.

Observando o gesto correspondente à crítica (um dedo apontado para frente e três em nossa direção), é importante notar que ele nos orienta para a autocrítica.

A crítica nunca é bem recebida, nunca é bem aceita, porque o nosso ângulo de tolerância é muito reduzido, é muito escasso.

Isso nos faz discordar, na maioria das vezes da opinião do outro. A nossa opinião sempre é a mais certa, é a mais lógica, é a mais inteligente. Quanta pretensão!

Devemos aprender a tirar a carapuça de eterna vítima injustiçada e alem de aceitar, compreender a crítica, que pode ser extremamente construtiva tanto para o lado pessoal quanto profissional.

Em minha opinião o grande problema não é a critica propriamente dita, mas “quem” a está fazendo e a tônica que está sendo utilizada.

Existem momentos certos para se fazer uma critica, e no calor do expediente ou da situação com certeza não é um deles. Já não é fácil fazer críticas construtivas, imagine quando estamos intoxicados emocionalmente pela pressão diária por resultados e perfeição.

Neste ambiente toda a forma de critica se torna destrutiva, e acaba se transformando numa forma de bronca.

A crítica construtiva se caracteriza por apresentar o lado positivo, deve funcionar como uma alavanca para o desenvolvimento da outra pessoa e não simplesmente falar mal do trabalho ou da atitude do outro.

A critica deve ser uma ferramenta de desenvolvimento e não de punição.

A pessoa deve perceber que a critica tem fundamento e lhe ajudará em seu desenvolvimento pessoal ou profissional e não está sendo utilizada como ferramenta de manipulação e poder.

A crítica construtiva deve sempre deixar uma sensação de euforia e vontade de se reinventar, acertar aquelas arestas que ainda denunciam algumas imperfeições. Faz com que agradeçamos aquela pessoa que nos abriu os olhos contribuindo para o nosso sucesso, de forma desprendida e desinteressada.

Já a crítica destrutiva, é amarga, descortina medos e anseios pessoais, pode deixar sequelas psicológicas nós faz sentir envergonhados por tentarmos fazer qualquer coisa de útil.

A crítica destrutiva congela futuras pretensões de fazer a diferença. Nos torna medíocres e temerosos.

Uma critica nunca deve humilhar ou abalar a autoestima de alguém, pois ninguém que se julga um incompetente traz retorno.

A pior de todas as críticas é sem dúvida a crítica destrutiva, disfarçada de crítica construtiva.

Um espetacular exemplo sobre a questão da crítica foi dado por um pastor que falou sobre o assunto aos seus fieis.

O pastor compareceu ante o auditório superlotado, carregando uma caixa. Após cumprimentar os presentes, retirou tudo de sobre a mesa, deixando somente a toalha branca.

Em silêncio, acendeu uma poderosa lâmpada, enfeitou a mesa com dezenas de joias e várias dúzias de flores.

Logo após, apanhou da caixa diversas figuras de inexprimível beleza, representando motivos edificantes, e enfileirou-os com graça. Em seguida, situou na mesa um exemplar do Novo Testamento em capa dourada.

Depois, assombrando a todos, colocou no centro da mesa um pequeno sapo. Só então iniciou sua apresentação, perguntando:

“O Que vocês vêem aqui, meus irmãos?”

E a assembléia respondeu, em vozes discordantes:

Um bicho! Um sapo horrível! Um animal nojento! Um pequeno monstro!

Esgotados os comentários, o pregador concluiu:

“Assim é o espírito da crítica destrutiva, meus amigos! Não enxergastes o forro de seda lirial, nem as flores, nem as jóias, nem as preciosidades, nem o Novo Testamento, nem a luz faiscante que acendi. . Vistes apenas o diminuto anfíbio…”

E concluiu sorridente:

“Nada mais tenho a dizer…”

No exemplo acima percebemos que na maioria das vezes não enxergamos o quadro geral apenas nos atemos aos detalhes que nos “saltam” aos olhos.

Transformando processo da critica em um ponto de vista pessoal baseada em nossas próprias crenças, valores e preconceitos.

Critica Construtiva

Benefícios da critica construtiva

Se tem uma coisa que ninguém gosta é de levar desaforo para casa. Ainda mais quando ele vem do trabalho – nem hora extra para digeri-lo se ganha.

No entanto, não é sempre que uma crítica ou um comentário tem o papel de ofender ou repreender.

Muitas vezes, a declaração, apesar de não soar como música para os ouvidos, é dada com a melhor das intenções. Como assim?!

Isso mesmo. Devemos, em certos momentos, tirar a carapuça de vítima e não só aceitar, como também compreender a crítica, que pode ser extremamente construtiva tanto para o lado pessoal quanto profissional.

Criticar é preciso, no entanto, encontrar a tônica correta para tal ação é mais necessário ainda. Para isso, usar de clareza, conhecimento de causa e boa vontade é fundamental.

O diretor financeiro de uma multinacional Raul Saldanha afirma que, muitas vezes, no calor do expediente, não é fácil fazer críticas construtivas, geralmente, elas acabam saindo na forma de bronca mesmo.

Sei que é errado, mas quando você precisa que tudo saia perfeito e não sai, é difícil segurar a bronca. O que procuro fazer é, em outro momento, conversar melhor com o funcionário, mostrar o erro ou saber o porquê de ele ter ocorrido.

Escutar adjetivos pouco lisonjeiros a respeito da tarefa que consumiu horas da sua vida não é nada agradável realmente.

Claro que em muitas dessas vezes, o trabalho não estava lá uma “Brastemp”, mas em outras o funcionário tem a certeza de que a crítica é pura implicância.

A minha ex-chefe era insuportável. Quando trabalhei com ela me sentia uma burra, aliás, acho que emburreci mesmo naquele período. Ela era assim: se estava bom, nenhum comentário ou elogio.

Se estava mais ou menos, era esculacho na certa. Nunca ninguém agradava, ela descontava os complexos de inferioridade dela no trabalho, humilhando as pessoas.

Ouvir a crítica também é questão de saber aproveitar o tijolo arremessado para, posteriormente, fazer alguma construção.

No entanto, existem aquelas pessoas que não admitem que se lance sobre elas nem um grão de areia. O pior funcionário é aquele que não admite que está errado ou que pode melhorar.

Está sempre criando desculpas ou se achando injustiçado, são pessoas que colocam o seu lado pessoal na frente do objetivo maior, que são os resultados para a empresa.

Todos devem ter em mente que ali são funcionários, então, devem trabalhar de acordo com as expectativas. Se a pessoa competente faz uma crítica, ele deve aceitá-la e entendê-la para não cometer de novo o erro.

A pessoa critica, mas aponta a solução para o problema. A crítica construtiva deve ter sempre o lado positivo, falar mal do trabalho ou da atitude do outro é fácil e não é compensador para ninguém.

Salientar pontos positivos e mostrar o caminho correto, são essas as bases da crítica construtiva. Outra ferramenta importante para que ela cumpra sua função, é a forma como é feita. “Existem maneiras e maneiras de se criticar alguém.

Grosseria, impaciência e ofensa não resultam em nada, fazem parte da crítica destrutiva. Isso quer dizer, da crítica que pode abalar uma pessoa, dar um baque na auto-estima dela, fazendo com que ela não renda nada no trabalho.

Ninguém que se sente um incompetente traz retorno”, comenta Ricardo Estevam. Criticar é uma arte. Portanto, sabendo fazê-la, chefe e funcionário podem sair lucrando.

Diferença entre crítica construtiva e destrutiva

Antes de criticar, e de continuar discorrendo sobre este assunto, é necessário conhecer os tipos de críticas que existem, bem como as consequências que cada uma delas pode ter no trabalho das pessoas e dentro de uma organização.

Críticas construtivas

É o tipo de crítica que é feita para ajudar o outro a melhorar sua performance, sua rotina de trabalho e seus resultados de forma geral.

Ela é focada em aspectos relacionados ao desempenho da pessoa dentro da empresa, ao o que ela faz, como faz e de que forma pode fazer ainda melhor.

Quando a crítica é feita com o intuito de contribuir com o crescimento do colaborador, é possível observar que ele entende facilmente o que você estão querendo dizer a ele.

Eem alguns casos, observa-se a mudança de comportamento em um curto espaço de tempo.

Além disso, a crítica construtiva traz benefícios a todos os envolvidos, já que, ao dar este tipo de feedback aos colaboradores, você também se coloca à disposição para ajudá-los no que precisarem.

Essa atitude faz com que sintam-se apoiados, o que impacta positivamente nos resultados da equipe e da empresa como um todo.

Critica Construtiva

Crítica Destrutiva

Já a crítica destrutiva é focada em pontos da personalidade de uma pessoa, características que geralmente o indivíduo tem dificuldade de mudar ou melhorar em seu jeito de ser.

Ela não contribui em nada para o crescimento de alguém, nem profissional e muito menos pessoal, pelo contrário, só serve para denegrir a imagem e a autoestima do colaborador.

Se os gestores, e até mesmo os colaboradores de uma empresa, têm o hábito de realizarem este tipo de crítica, é certo que o resultado disso são pessoas altamente desmotivadas.

Em um cenário como este, é difícil encontrarem soluções e suporte para empregarem melhorias em seu cotidiano.

É importante entender e refletir sobre as diferenças existentes entre estes dois tipos de críticas, já que, como pudemos observar ao longo do texto, cada uma delas é determinante para o futuro e os objetivos que você planejou para a sua organização.

Mantenha-se atento e evite assim cometer erros simples como estes, pois um feedback mal dado pode ser crucial para motivar ou desmotivar uma pessoa enquanto profissional.

Agora que você já sabe a diferença entre crítica construtiva e destrutiva, e as consequências de cada uma delas, deixe o seu comentário dizendo o que achou e como acontecem os feedbacks em sua empresa.

Auto crítica construtiva

A Real Academia Espanhola define a palavra autocrítica como o juízo crítico que se faz das próprias atitudes ou comportamentos.

Mas para além dessa definição, a autocrítica é um conceito que exerce a função de espada de Dâmocles: se a utilizamos corretamente, ajuda-nos a crescer e a melhorar como pessoas.

Mas se a tomamos pelo lado mais negativo, não construtivo, ela pode chegar a ser devastadora, sobretudo no que diz respeito à relação com os outros.

Ou seja, dependendo da forma através da qual falarmos com nós mesmos, por meio da linguagem interna dos pensamentos, sentiremo-nos de uma ou de outra forma.

Autocrítica saudável e autocrítica negativa

A autocrítica saudável é aquela prática que consiste em ser consciente das próprias falhas e erros, assumindo-os e propondo-se a corrigi-los, ou, ao menos, a atenuá-los na medida do possível.

Trata-se de algo como uma autoavaliação, tanto dos pontos negativos quanto dos positivos, de nossas atitudes, pensamentos e sentimentos.

Esse é o meio pelo qual iniciamos um processo de aprendizagem com o propósito de melhorar aquela característica que criticávamos, estando assim muito ligada ao conceito de superação pessoal.

A autocrítica saudável consiste em um instrumento muito importante para chegarmos a nos conhecermos melhor, aumentando a nossa autoestima.

Desse modo, a crítica feita a si mesmo se mostra necessária e útil.

Entretanto, uma coisa é utilizá-la como forma de aprendizagem e outra muito diferente é fazê-lo de forma patológica e desadaptativa, julgando-se, culpando-se e considerando quase todas as próprias atitudes como erros imperdoáveis.

Nesses casos, a autocrítica se torna uma voz interior negativa, que julga e ataca continuamente, como se tivéssemos um romance tortuoso com nós mesmos.

A diferença entre esses tipos de autocrítica se encontra no sentimento e na conduta resultantes de sua prática.

Enquanto a autocrítica saudável ou positiva nos permite crescer, a autocrítica negativa nos condena, propiciando o desenvolvimento de uma baixa autoestima.

Se nós nos detivéssemos com mais frequência e escutássemos a nós mesmos, observando nossa linguagem interna, talvez nos déssemos conta do maltrato que infligimos a nós mesmos.

E, a partir daí, ao invés de nos chicotearmos com a autocrítica negativa, que nos faz permanecer imóveis, com sentimentos como a culpa e a vergonha, passaríamos a aceitar os erros como aprendizado e como ponte rumo à superação.

“Temos que aprender a ser nossos melhores amigos, porque caímos muito fácil na armadilha de nos tornarmos nossos piores inimigos” (Roderick Thorp)

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